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17 de agosto de 2022

Colunistas, Depoimentos

Não ignore os sinais – Por Rafaeli Dallabrida

Rafaeli Dallabrida tem fibrose cística e é estudante de Psicologia

É interessante pensar que os melhores artistas da antiguidade se inspiravam muito mais na melancolia do que na felicidade. Isso me faz pensar que eles mascaravam uma felicidade esboçada na arte, que carregava uma vasta escuridão e que resultava em um alto rendimento e uma alta saúde psíquica instável.

No início de 2022, eu me vi em um estado crítico, fazendo algo como os antigos artistas. O meu pulmão gritava de desespero, meus batimentos cardíacos passavam 24 horas por dia acelerados, tosse constante e cansaço físico ao caminhar pouco menos de uma quadra, sem contar o cansaço mental, que pela falta de oxigenação do corpo, junto com a rotina do dia a dia, me fazia cair no sono em qualquer hora e lugar. Eu não tinha força o suficiente para sustentar meu próprio corpo em pé, e sim, eu achava que estava tudo bem, tudo normal comigo.

O fato de sempre achar que está tudo bem faz muitas vezes com que o nosso corpo se acostume com o estar mal. Tudo bem que a fibrose cística “nos tapeia” tanto por dentro que faz tudo passar despercebido às vezes, mas ao ouvir minha fisioterapeuta falar que sou “mal perecedora da minha doença”, quando fiquei frente a frente com a  equipe médica em desespero com meu quadro clinico na consulta de abril, o meu mundo caiu. Estava tão mal que não pude perceber, pois negar muitas vezes é mais fácil do que enfrentar, mas mal sabia eu que isso era um leve passo dado ao desistir, ao deixar o medo me dominar por não querer enfrentar uma situação hospitalar.

Eu entrei em conflito comigo mesma, mas depois de aceitar e enfrentar 15 dias internada em abril e ficar recuperada de um susto, voltei dessa internação com um novo fôlego ao poder sentir novamente o ar entrar facilmente em meus pulmões, vivendo a plenitude de estar bem. Foi quando eu me peguei pensando no perigo que eu corri, e respirei aliviada quando percebi que me recuperei.

Às vezes encarar o medo ou o desconhecido assusta, mas depois que a maré fica baixa, vemos que valeu a pena não ter desistido. Por isso, não ignore os sinais e cuide-se, pois “o ontem é história, o amanhã é um mistério, mas o hoje é uma dádiva. É por isso que se chama presente” (Mestre Oogway – Filme: Kung Fu Panda, 2008).

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Nota importante: As informações aqui contidas têm cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e/ou o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale com seu médico.

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