
O Brasil tem enfrentado um aumento no número de queimadas e na concentração de fumaça no ar nos últimos anos. De acordo com a terceira coleção do MapBiomas, material produzido por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e outras equipes que compõem a rede, entre 1985 e 2023, o fogo queimou 199 milhões de hectares no país, atingindo 68% de vegetação nativa.
Esse quadro é agravado em períodos de seca e por conta do aumento de práticas agrícolas que utilizam o fogo para renovação da pastagem, situação que, em 2024, está atingindo grande parte do Brasil, seja por conta das queimadas ou pelas fumaças que estão percorrendo milhares de quilômetros a afetando a qualidade do ar em diversos estados.
As queimadas liberam diversos poluentes, como monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC), que podem afetar a saúde respiratória e geral. Isso acontece pois essas partículas podem se infiltrar nas vias aéreas e pulmões, provocando irritações, inflamações e agravando as condições respiratórias já existentes.
Para ajudar pessoas com fibrose cística e outras doenças respiratórias neste momento, o Instituto Unidos pela Vida compartilha agora seis orientações divulgadas pelo Ministério da Saúde para ajudar a proteger a saúde respiratória e minimizar os impactos dessas condições adversas causadas pelas queimadas.
Manter a hidratação em dia é fundamental para termos mais saúde. Por isso, recomenda-se a ingestão adequada de água e outros líquidos para que as membranas respiratórias permaneçam úmidas e, consequentemente, protegidas.
Indica-se também que você diminua ao máximo o tempo de exposição ao ar exterior enquanto as fumaças ainda estiverem prevalecendo. O ideal é permanecer em locais mais fechados, com boa ventilação, ar condicionado ou purificadores de ar para melhorar a qualidade do ar interno.
Durante os períodos com concentrações elevadas de partículas externas, é importante manter as portas e janelas fechadas. Isso ajuda a limitar a entrada da poluição externa.
Entre 12h e 16h, os níveis de ozônio são mais altos. Por isso, é importante evitar esses horários para a realização de exercícios físicos em áreas externas. Se possível, escolha horários com menor concentração de poluentes para se exercitar.
O uso de máscaras cirúrgicas e de pano, lenços ou até mesmo bandanas, pode ser uma medida adicional de proteção e é recomendada principalmente para pessoas que vivem em áreas afetadas diretamente pelas queimadas. Elas podem ajudar toda a população, mas são especialmente úteis e importantes para pessoas com doenças respiratórias preexistentes.
Caso sintomas respiratórios apareçam ou sejam agravados, como tosse e falta de ar, é fundamental que se busque ajuda médica imediatamente. Além disso, crianças menores de cinco anos, idosos acima de 60 anos e gestantes devem seguir com ainda mais rigor as dicas acima e serem acompanhados de perto neste momento.
Estas orientações são essenciais para ajudar a proteger a sua saúde respiratória e garantir um ambiente mais seguro e confortável para você e sua família. Porém, em caso de dúvidas, procure a orientação e ajuda de um profissional da saúde.
Por Kamila Vintureli
Referências:
https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/cobertura
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Nota importante: As informações aqui contidas têm cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e/ou o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale com seu médico.
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